2 Sep 2016

Nós por lá

Sei o que vão dizer, pronto aí vêm as reflexões sobre Portugal, mas não faz mal, eu insisto em falar disso, e só se fala daquilo que se gosta, não é? e sim, critica-se o que nos merece preocupação. A economia Portuguesa teima em marcar passo, indiferente às Toikas, Governos de direita ou de esquerda. O País continua sem se levantar. O fosso entre Lisboa e o resto do País, que sempre existiu alias, acentua-se. Na capital parece ainda haver alguma actividade económica, e pelo que me apercebo, a cidade parece escapar ao nivelamento por baixo em que o País se tornou, no País dos 600 Euros, dos estágios e estagiários. Parece que os Empresários do Norte se aproveitam da crise para enriquecer mais rápido e explorar mão de obra aflita. Enquanto este tipo de mentalidade continuar, o País continuará estagnado, porque pessoas sem dinheiro não gastam, e se não gastam os negocios näo vendem, o dinheiro não circula e não há actividade económica, é difícil perceber isto? Parece que sim.
Mas nem tudo são más noticias, o turismo parece estar num Boom, e isso são óptimas noticias. Que se aproveite o que temos de melhor para oferecer. A venda de automoveis parece estar outra vez em grande, o que se estranha, ou talvez não, os carros para os Portugueses há muito que deixaram de ser puramente meios de transporte para se tornarem objectos de ostentação de poder de compra, de status e qualidade de vida, nem que outras coisas fiquem para trás.
De resto, continua tudo na mesma, a cerveja continua fresca e deliciosa, o Preço certo e o Fernando Mendes continuam imortais, os canais de TV a oferecer novelas atrás de novelas, agora só Portuguesas, enquanto o resto do serão é preenchido com mesas redondas de comentadores desportivos que se degladiam e se ofendem em directo, oferecendo um espectáculo degradante para uns, divertido ou apaixonante para outros, oferecendo matéria prima preciosa para os ávidos jornais diários desportivos, e alimentando as páginas no Facebocas. Nada de novo portanto.
E assim continuamos nós por lá, com os pés na areia quente e de olhar perdido no céu azul, eternamente apaixonados pelo nosso querido canto à beira mar plantado, encolhendo-nos sem um grito de revolta, sem um basta. Isto faz de nós um povo fantástico, generoso e pacífico, mas ao mesmo tempo cúmplice e co-responsável pela situação em que se encontra. 

3 comments:

Anonymous said...

A crise segundo "Einstein"

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar 'superado'.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."

(Albert Einstein)

Anonymous said...

Será que o imobiliário e a construção estão mesmo a crescer? Segundo o Diretor-geral desta empresa sim. https://youtu.be/qaY0BI-JfXg

Seria tão bom!

Anonymous said...

Conselho de Finanças Públicas revê em baixa crescimento e agrava previsão do défice
http://www.rtp.pt/noticias/economia/conselho-de-financas-publicas-reve-em-baixa-crescimento-e-agrava-previsao-do-defice_n947411